Pois é! Faz um tempinho que não apareço por aqui.
O negócio é que tive provas horríveis da UnB e estou assistindo a "Boys over Flowers" - versão coreana, então acabei me desligando do blog...
Bem, hoje vi Anjos e Demônios no cinema. Não cheguei a ler o livro inteiro, por isso resolvi ir prestigiá-lo. O filme é bem legal. Tá que eu sou suspeita para falar, já que eu sou apaixonada por grandes conspirações, perseguições e planos geniais, mas eu realmente gostei. A história de Dan Brown fala sobre o cristianismo de novo, sendo que, dessa vez, o cenário é o Vaticano. Enquanto o Vaticano falava da árvore genealógica de Jesus, Anjos e demônio vai mais na crítica a Igreja Católica, seus ritos e passado.
Ok. Também não vim aqui falar mal da Igreja, apesar de não gostar de alguns aspectos dela.
Vim aqui comentar uma frase do final do filme que me impressionou:
"A religião é falha porque o homem é falho"
Acho que essa foi uma das frases mais geniais que já ouvi.
Explica, em poucas e simples palavras, a verdade que nos cerca.
Não, eu não vim pregar nem nada. Só quero expressar uma humilde opinião.
Não existe uma religião melhor que a outra. Todas sempre terão imperfeições. O que existe é fé. Acontece que há varios meios de conduzir-la, isso seria seguir a religião e cabe a cada um escolher a que lhe parece melhor.E se esse meio ainda não existe, você cria seu próprio modo de guiá-la. Até um ateu tem fé: a de que Deus não existe.
Somos seres imperfeitos, não adianta negar.
Só podemos deixar essas imperfeições tomarem conta da gente.
Devemos buscar evoluir em cima delas. Buscar sempre nos aperfeiçoar. Se somos teimosos, tentaremos escutar mais. Se formos pessimistas, veremos o lado bom da vida. Egoístas, buscaremos ajudar os outros.
Lembrando que isso nunca nos levará à perfeição completa, mas, com certeza, nos fará pessoas melhores, fazendo do mundo um lugar melhor.
O modo que fazemos isso, também cabe a cada um de nós. Temos livre arbítrio; podemos fazer as nossas escolhas.
Sejamos falhos, mas não escolhamos ser falhos.
É isso o que eu acho... E vocês?
domingo, 17 de maio de 2009
domingo, 3 de maio de 2009
Salto Alto

Ao longo dos meus 19 anos de vida eu evitei usar salto alto. Só usava em ocasiões especiais e sempre procurava pelos mais baixinhos possíveis, até porque eu mal sabia andar com eles(sério, às vezes eu achava que estava marchando). Na verdade, nunca me esforcei para aprender também. Acho que era só a desculpa perfeita para esconder o verdadeiro fato: eu sempre me envergonhei da minha altura.
Desde pequena fui alta, mas nunca me importei. Era taxada de "girafa", "poste" e outros apelidos carinhosos pelos meus coleguinhas e rebatia dizendo que eles tinham inveja porque eu podia entrar em montanhas-russas. Isso mudou, mais ou menos, quando fiz 13 anos, naquela época em que as meninas começam a se desenvolver e deixam os meninos para trás(e vai assim pela vida toda hehehe). Com ela vem as festinhas, o primeiro beijo, o famoso jogo de sedução. E foi nessa que me ferrei.
Eu, que já era alta, fiquei maior. And the boys? Ah... eles continuaram do mesmo tamanho. Perdi para as amigas baixinhas e juro que quase todas eram. Para completar, entrei também na fase do patinho feio. Pobre de mim!
Lembro que só um tempo depois que os meninos começaram a crescer. Nem todos chegaram a ponta da minha cabeça, mas ficou bem mais confortável ficar entre eles. O negócio é que eu dei a má sorte de me apaixonar por um que batia na altura um pouco acima do meu ombro. Só podia ser castigo.
Castigo dos bravos...
A partir daí comecei a andar de cabeça baixa, no pé só com all star, nas sapatilhas e sandálias rasteiras. Procurei até dicas para vestuário que achatavam minha silhueta. E foi assim por vários anos.
Até alguns meses atrás, resolvi levantar a cabeça, literalmente. Vi que isso era ridículo e que tinha uma altura ótima, aliás, nem era tão alta assim. Fala sério, eu sou completamente mediana - 1.73, alta para os baixos e baixa para os altos. E não é verdade? Então isso significaria que eu poderia comprar sapatos de salto alto, né?
Não.
Quer dizer, deveria ser. Porém eu ainda morria de vergonha de ficar muito mais alta que os garotos. Então continuei no all star, nas sapatilhas e sandálias rasteiras.
Hoje eu mudei.
Entrei em uma loja do Park Shopping e escolhi um sapato lindo com um salto de 6 cm.
Cansei de me esconder.
Se mulheres baixas usam salto é porque elas gostariam de ser mais altas.
Pesquisas dizem que mulheres mais altas ganham mais que as baixas.
Além do mais, homens se sentem mais inseguros em relação às altas, logo os que têm coragem de chegar nelas é que são machos de verdade!
Gente... eu demorei 19 anos da minha vida para assimilar o quanto é bom ser do jeito que eu sou! Sinto um pouco de vergonha por ter sido por um sapato, mas não importa. Porque usar salto alto é TUDO!
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Hã?
Acho que estou sofrendo de dissonância cognitiva. Não é doença, nem nada. É só um... estado de espírito(?),creio. Sabe quando você tá fazendo algo que não condiz com o quê você crê ou acredita? E ainda por cima cria justificativas tentando explicar essa mal estar que está batendo de frente com as suas crenças?
Pois é, é tipo isso.
Tá, talvez eu esteja me empenhando um pouco mais na matéria de Psicologia Social, mas só pode ser isso!
Ando tendo conversas comigo mesma no meu carro. Não me chame de louca! Todas fazem isso alguma vez na vida! Tá... talvez não. Não importa. O negócio é que nessas conversas eu meio que ponho tudo pra fora, sabe? Tudo que eu queria falar e agir. Chego até a me decidir que vou mudar de atitude. Eu até me elogio "Isso aí, garota!". Porém, quando chega a hora do vamos ver, volto a me recolher e sentir aquele desconforto.
Ê laiá. O quê faço?
Ok, falha minha! Na verdade eu sei o quê devo fazer. Daí a fazer mesmo já é outra história.
Ó, grilo falante! Coloque-me em estado consciente de novo e deixe-me viver em paz, amém!
Daria certo fazer uma oração se o grilo fosse um santo.
Mas olha só que ironia: o grilo sou eu.
Pois é, é tipo isso.
Tá, talvez eu esteja me empenhando um pouco mais na matéria de Psicologia Social, mas só pode ser isso!
Ando tendo conversas comigo mesma no meu carro. Não me chame de louca! Todas fazem isso alguma vez na vida! Tá... talvez não. Não importa. O negócio é que nessas conversas eu meio que ponho tudo pra fora, sabe? Tudo que eu queria falar e agir. Chego até a me decidir que vou mudar de atitude. Eu até me elogio "Isso aí, garota!". Porém, quando chega a hora do vamos ver, volto a me recolher e sentir aquele desconforto.
Ê laiá. O quê faço?
Ok, falha minha! Na verdade eu sei o quê devo fazer. Daí a fazer mesmo já é outra história.
Ó, grilo falante! Coloque-me em estado consciente de novo e deixe-me viver em paz, amém!
Daria certo fazer uma oração se o grilo fosse um santo.
Mas olha só que ironia: o grilo sou eu.
segunda-feira, 30 de março de 2009
A volta da alegria
Semana passada foi horrível. Longa e cansativa, parecia que nunca ia terminar. Eu não estava com ânimo pra nada.
Acordar era um sacrifício.
Ir pra aula era um sacrifício.
Até viver era um sacrifício.
Veio o fim de semana e as coisas melhoraram um pouco. Encontro da FEB, festinha da Juh, almoço do Marco e reunião do Insight. Eu praticamente havia recuperado o "viço" com todas essas pessoas que estavam comigo nessas ocasiões.
Só que quando voltei pra casa no final do domingo, me desesperei. Acabou que eu não tinha feito nada para a semana. Corri e consegui fazer os deveres de espanhol e a atividade para primeira aula de segunda. Acabei dormindo um pouco tarde, mas algo ainda me fazia ter um pouquinho de ânimo pro dia seguinte.
Aí o dia seguinte veio, e o ânimo não estava mais lá. Não consegui levantar e ir pra aula. Viver estava voltando a ser um sacrifício.
E isso me desesperou.
Não sou uma pessoa assim. Eu amo a vida! Encontro vários sentidos nela e acho que tudo nela é importante(até aquilo que parece besteira). Tenho vários sonhos e não conseguia alcançá-los com esses pensamentos negativos.
Então pensei: quem sabe se eu escrever no meu blog eu desabafe e melhore? Estava tão perdidinha que qualquer coisa ajudaria. Já até havia pensado até num nome "Can't sleep, can't eat, I'm sick". Pensei que um nome de música seria perfeito, já que só ela me deixava de bom humor nos últimos dias.
Fui no escritório para ativar o wireless e aconteceu algo. Resolvi abrir dois livros aleatoriamente e esperar que eles me dessem uma luz, uma ajuda. Não se é porque já estava fragilizada e qualquer coisa me serviria, mas foi realmente o que aconteceu. Foram 3 textos bastante bacanas e que se encaixaram super bem. Um sorriso abriu em meus lábios imediatamente. A alegria havia voltado.
Ouvi claramente em meus pensamentos certas pessoas dizendo: Confia!
Confiar na vida é algo fabuloso. Você muda seu ponto de vista. Quando as coisas são pra acontecer, elas acontecem. Não podemos sofrer por antecipação por mais difícil que isso seja às vezes. Se nos perdemos demais, uma hora nos achamos. Só temos que ter um pouquinho de fé nas coisas. É no que eu acredito.
Assim, quero que amanhã eu acorde, vá pra aula e viva sem achar nada disso um sacrifício. Até porque, no fundo, eu já sabia que não é. =]
Acordar era um sacrifício.
Ir pra aula era um sacrifício.
Até viver era um sacrifício.
Veio o fim de semana e as coisas melhoraram um pouco. Encontro da FEB, festinha da Juh, almoço do Marco e reunião do Insight. Eu praticamente havia recuperado o "viço" com todas essas pessoas que estavam comigo nessas ocasiões.
Só que quando voltei pra casa no final do domingo, me desesperei. Acabou que eu não tinha feito nada para a semana. Corri e consegui fazer os deveres de espanhol e a atividade para primeira aula de segunda. Acabei dormindo um pouco tarde, mas algo ainda me fazia ter um pouquinho de ânimo pro dia seguinte.
Aí o dia seguinte veio, e o ânimo não estava mais lá. Não consegui levantar e ir pra aula. Viver estava voltando a ser um sacrifício.
E isso me desesperou.
Não sou uma pessoa assim. Eu amo a vida! Encontro vários sentidos nela e acho que tudo nela é importante(até aquilo que parece besteira). Tenho vários sonhos e não conseguia alcançá-los com esses pensamentos negativos.
Então pensei: quem sabe se eu escrever no meu blog eu desabafe e melhore? Estava tão perdidinha que qualquer coisa ajudaria. Já até havia pensado até num nome "Can't sleep, can't eat, I'm sick". Pensei que um nome de música seria perfeito, já que só ela me deixava de bom humor nos últimos dias.
Fui no escritório para ativar o wireless e aconteceu algo. Resolvi abrir dois livros aleatoriamente e esperar que eles me dessem uma luz, uma ajuda. Não se é porque já estava fragilizada e qualquer coisa me serviria, mas foi realmente o que aconteceu. Foram 3 textos bastante bacanas e que se encaixaram super bem. Um sorriso abriu em meus lábios imediatamente. A alegria havia voltado.
Ouvi claramente em meus pensamentos certas pessoas dizendo: Confia!
Confiar na vida é algo fabuloso. Você muda seu ponto de vista. Quando as coisas são pra acontecer, elas acontecem. Não podemos sofrer por antecipação por mais difícil que isso seja às vezes. Se nos perdemos demais, uma hora nos achamos. Só temos que ter um pouquinho de fé nas coisas. É no que eu acredito.
Assim, quero que amanhã eu acorde, vá pra aula e viva sem achar nada disso um sacrifício. Até porque, no fundo, eu já sabia que não é. =]
terça-feira, 24 de março de 2009
No llores
Acho que todas as minhas poesias são iguais... mas belê, essa é pra uma pessoa em especial.
É sempre uma aflição
quando te ouço soluçar
só de pensar em suas lágrimas
tenho vontade chorar
Você tenta se esconder,
mas acabo escutando
porque te conheço bem
sei o quê está te matando
No llores
No se quede así
sei que você é capaz
você é forte e fabulosa
por favor, não chore mais
É sempre uma aflição
quando te ouço soluçar
só de pensar em suas lágrimas
tenho vontade chorar
Você tenta se esconder,
mas acabo escutando
porque te conheço bem
sei o quê está te matando
No llores
No se quede así
sei que você é capaz
você é forte e fabulosa
por favor, não chore mais
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